Fatos que comprovam a impossibilidade de Jesus ter sobrevivido à cruz


Pode ser uma surpresa para muitos, assim como foi para mim, mas uma das objeções sobre a ressurreição de Jesus é a de que talvez ele possa ter sobrevivido à cruz. Então, ele teria reaparecido aos seus discípulos ainda vivo ao terceiro dia. Alexander Metherell, médico e engenheiro, por outro lado, refuta tal alegação comentando que devemos olhar desde o Jardim do Getsêmani para descobrirmos se seria possível ou não Jesus ter sobrevivido:

"[...] Jesus foi com seus discípulos para o monte das Oliveiras, especificamente ao jardim de Getsêmani. Ali, você deve lembrar, ele orou a noite inteira. Nesse processo, ele estava antevendo os eventos que ocorreriam no dia seguinte. Como sabia quanto sofrimento teria de suportar, foi bastante natural que experimentasse muito estresse psicológico." [1]

Devido a tal estresse, sabemos o que ocorreu: Jesus suou sangue (Lc 22.44). Logo após isso, Jesus foi preso e esbofeteado pelas autoridades judaicas; sua pele, a essa altura, devido ao suor de sangue, estava muito sensível, e as bofetadas que recebeu devem ter doido mais do que o comum.

Em seguida, Metherell nos direciona a olharmos para os açoites que Jesus sofreu:

"Os açoitamentos romanos eram famosos por serem terrivelmente brutais. O comum é que consistissem em 39 chicotadas, mas com frequência esse número era ultrapassado, dependendo do humor do soldado que as aplicava. O soldado usava um chicote de tiras de couro trançadas, com bolinhas de metal amarradas. Quando o açoite atingia a carne, essas bolinhas causavam hematomas ou contusões profundas, que se abriam nas chicotadas seguintes. Havia também, presos ao açoite, pedaços afiados de ossos, que cortavam a carne profundamente. As costas ficavam tão maltratadas que às vezes os cortes profundos chegavam a deixar a espinha exposta. As chicotadas cobriam toda a extensão do dorso, desde a nuca até o traseiro e as pernas. Era terrível [...] Um médico que estudou os castigos infligidos pelos romanos disse: "À medida que o açoitamento continuava, as lacerações atingiam os músculos inferiores que seguram o esqueleto, deixando penduradas tiras de carne ensanguentada". Um historiador do século III de nome Eusébio descreveu um açoitamento nestes termos: 'As veias do sofredor ficavam abertas, e os músculos, tendões e órgãos internos da vítima ficavam expostos". Sabemos que algumas pessoas morriam desse tipo de suplício antes de chegar a ser crucificadas. No mínimo, a vítima sofria dores terríveis e entrava em choque hipovolêmico [...] quer dizer que a pessoa está sofrendo os efeitos de perder grande quantidade de sangue [...] Isso ocasiona quatro coisas. Em primeiro lugar, o coração se esforça para bombear mais sangue, mas não tem de onde; em segundo lugar, a pressão sanguínea cai, causando desmaio ou colapso; em terceiro lugar, os rins param de produzir urina, para conservar o volume que sobrou; e em quarto lugar a pessoa fica com muita sede, pois o corpo pede por líquidos para repor o sangue que perdeu." [1]

Logo depois, Metherell nos orienta a refletirmos sobre a agonia da cruz:

"Ele deve ter sido deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas em posição estendida na viga horizontal. Essa viga era chamada patibulum, até então separada da viga vertical, que estava fixada no chão de modo permanente [...] Os romanos usavam pregos grandes, com cerca de 15 centímetros, bem afiados. Com eles, atravessavam os pulsos [...] o prego atravessava o lugar por onde passa o nervo central. Esse é o maior nervo que vai até a mão, e era esmagado pelo prego [...] imagine este nervo sendo apertado e esmagado por um alicate [...] A sensação seria semelhante à que Jesus experimentou. [...] a crucificação é, em essência, uma lenta agonia até a morte por asfixia. A razão para isso é que a tensão dos músculos e do diafragma deixa o peito na posição de inalar. Para exalar, a pessoa tem de firmar-se sobre os pés, para aliviar por um pouco a tensão dos músculos. Ao fazer isso, o prego rasga o pé, até se prender contra os ossos do tarso. Depois de conseguir exalar, a pessoa pode relaxar e inalar novamente. Depois tem de empurrar-se novamente para cima, para exalar, esfregando suas costas esfoladas contra a madeira áspera da cruz. Isso se repete até que a exaustão total toma conta, e a pessoa não consegue mais se erguer para respirar. Ao diminuir a respiração, ela entra no que é chamado acidose respiratória: o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbônico, fazendo a acidez do sangue aumentar. Isso faz o coração bater de modo irregular. Quando seu coração começou a bater irregularmente, Jesus deve ter entendido que estava chegando a hora da morte, e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Depois morreu de ataque cardíaco. [...]" [1]

Alexander Metherell deixa bem claro que era impossível que Jesus tivesse conseguido sobreviver a crucificação. Ademais, devemos lembrar que os soldados romanos foram conferir se Jesus de fato estava morto, enfiando na sua lateral a ponta de uma lança (Jo 19.30-34). Esses homens podiam não ser médicos, mas com certeza sabiam como matar uma pessoa e sua conclusão foi que Jesus realmente estava morto.




REFERÊNCIA:
[1] STROBEL, Lee. Em Defesa de Cristo, Vida, p. 203 -207, 2002

Conciliando os relatos da ressurreição nos evangelhos


Sumário:
1. Introdução
2. Discrepâncias
3. Conciliando os quatro relatos

1. Introdução

Algumas pessoas adoram argumentar que os quatro evangelhos são muito discrepantes quanto ao relato da ressurreição e que por isso não merecem crédito algum. Partindo deste princípio, tentam imprimir na mente de seus ouvintes que a ressurreição, portanto, não passa de uma fábula inventada pelos primeiros cristãos. Devido a isso, irei colocar a seguir as reais discrepâncias encontradas nos relatos da ressurreição e logo após irei mostrar o motivo de, mesmo assim, podermos confiar neles.

2. Discrepâncias

MATEUS: Maria Madalena e a outra Maria chegaram ao túmulo ao alvorecer do dia e aparentemente presenciaram um grande terremoto e um único anjo descendo do céu para rolar a pedra para o lado (28.1-3). O anjo diz para as mulheres irem anunciar a notícia da ressurreição aos discípulos; e o fizeram com grande temor e alegria (28.4-8). No meio do caminho, Jesus lhes aparece e elas o adoram, abraçando seus pés (28.9-10). Após isso, há um salto no tempo, onde é relatado que os discípulos foram para a Galileia, onde Jesus lhes apareceu, porém alguns ainda assim, duvidavam a princípio, provavelmente por acharem que estavam delirando (28.16-17).

MARCOS: Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, foram ao túmulo de Jesus, ao nascer do sol. Testemunharam que a pedra do túmulo já estava rolada para o lado (16.1-4). Quando entraram no sepulcro, viram um anjo em forma de jovem homem sentado lá dentro (16.5). O anjo lhes diz para irem anunciar a ressurreição aos demais discípulos, mas ao irem, o foram com grande temor e se calaram, não falando nada para ninguém (16.6-8). Em algum momento, provavelmente no meio do caminho, Jesus apareceu a Maria Madalena, que quando chegou até os discípulos, contou-lhes tudo (16.9-10). Os discípulos, ao ouvirem a boa nova, não o creram a princípio. Em algum momento, Jesus aparece para dois discípulos não nomeados, e depois aos onze, em outro momento (16.11-14).

LUCAS: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, e outras, foram ao túmulo de Jesus aquando ainda estava escuro e viram a pedra já removida (Lc 24.1-2,10). Dentro do túmulo, viram dois anjos com aparência de homens. Eles lhes contam a boa nova da ressurreição e elas correm para anunciar isso aos demais discípulos (24.4-9). Os discípulos não creram no testemunho das mulheres, mas Pedro correu para o túmulo (24.11-12). Dois discípulos não nomeados se encontram com Jesus no caminho para Emaús (24.13-31). Tais discípulos foram até os demais discípulos para lhes anunciar a boa nova, afirmando que Ele já havia aparecido para o próprio Simão, quando, inesperadamente, Jesus lhes aparece (24.33-36); durante algum tempo, espantados ao verem Jesus, muitos deles não acreditavam no que estavam vendo; Jesus passou a ensinar-lhes (24.37-48).

JOÃO: Aparentemente, apenas Maria Madalena se dirigiu ao túmulo, quando ainda estava escuro, e viu a pedra já removida (Jo 20.1). Após isso, correu diretamente a contar tal fato para os discípulos, pensando que alguém havia roubado o corpo do Senhor Jesus (Jo 20.2). Pedro e João, então, correram em direção ao sepulcro para verificar o ocorrido. Perceberam que de fato o túmulo estava vazio e se questionavam a respeito, enquanto voltavam para casa (Jo 20.3-10). Maria Madalena, que também havia voltado ao túmulo, chorava do lado de fora, quando viu dois anjos dentro do sepulcro. Eles lhe anunciaram a boa nova da ressurreição e quando se voltou para trás, viu o Senhor Jesus, sem saber que era ele (Jo 20.11-14). Jesus se revela a Maria Madalena e lhe manda anunciar o ocorrido aos demais discípulos; ela o faz. (Jo 20.15-18). Depois, Jesus aparece, durante a tarde daquele mesmo dia, aos demais discípulos, menos a Tomé, que não estava entre eles (Jo 20.19-24). Os discípulos disseram para Tomé que viram o Senhor, mas este não creu, até que o Senhor Jesus lhe apareceu, também (Jo 20.25-29).

3. Conciliando os quatro relatos

O primeiro ponto a ser considerado é que se os 4 Evangelhos fossem idênticos isso levantaria a suspeita de plágio entre os evangelhos. Qualquer tribunal poderia, então, acusar os evangelhos de serem falsos, devido à semelhança exata entre eles; poderiam ser acusados de se unirem e forjarem as evidências. Com esses diversos relatos independentes, nenhum historiador sério descartaria os Evangelhos só por causa de discrepâncias secundárias.

Mas será que podemos harmonizar os 4 relatos? Sim. Por exemplo:

a. Vemos que Maria Madalena é citada em todos os relatos, enquanto que os demais evangelhos acrescentam mais nomes, sendo que Lucas afirmar que haviam outras não nomeadas. Logo, muitas mulheres seguiram para o túmulo e os evangelistas destacaram apenas as que acharam mais relevantes, de forma independente. É pedante afirmar que isso seja uma real contradição.

b. A hora em que as mulheres foram, certamente era o período entre o fim da noite e o início da manhã; cada um escreveu apenas do seu ponto de vista: “ao amanhecer”, ou “ainda de noite”. É o mesmo que ocorre quando uma pessoa diz que um copo está meio vazio e outra diz que está meio cheio; no fim, estão ambos corretos.

c. Provavelmente elas testemunharam o evento do terremoto, mas apenas Mateus teria registrado isso, enquanto que os demais apenas saltaram esta parte, por não acharem relevante, ou por não terem tido conhecimento deste detalhe, ou ainda por não estarem bem certos se elas foram mesmo testemunhas do terremoto, ou não (e isso dependeria das fontes consultadas pelos autores dos 4 Evangelhos).

d. É bem plausível que tenham havido dois anjos, ao invés de apenas um. A questão aqui, mais uma vez, é de perspectiva. Mateus e Marcos devem ter registrado um único anjo devido a ter sido ele o falante, enquanto que o outro apenas o acompanhava. Quanto a onde eles estavam, se dentro ou fora (sobre a rocha que fechava o túmulo de Jesus), é extremamente irrelevante. É provável que os dois relatos estejam corretos: os anjos rolaram a pedra e depois entraram no túmulo do Senhor Jesus, e quando as mulheres se aproximaram, um deles lhes falou sobre a boa nova da ressurreição; o ponto passivo é que haviam anjos e eles falaram algo para as mulheres.

e. Quanto a se as mulheres se encontraram com Jesus no meio do caminho, antes de anunciar a boa nova para os discípulos, ou se o encontraram depois, também é uma divergência mínima, que não compromete em nada o relato como um todo.

f. Como dito anteriormente, cada uma dessas discrepâncias corrobora para a veracidade histórica do ocorrido e não o contrário, pois cada autor contou-a de forma independente, sem plágio algum, a partir de suas próprias fontes. Contudo, acabamos de ver que, mesmo com as tais discrepâncias, os relatos da ressurreição se harmonizam de forma perfeita; os detalhes principais, como as testemunhas, o local da crucificação, o dia da ressurreição e a hora em que ocorreu, permanecem sem contradição alguma.



Monges budistas se convertem e 200 mil pessoas seguem Jesus no Tibete


relatório do ano passado da missão Asian Access, que divulga a Palavra de Deus no sul da Ásia, mostrou que um monge budista tibetano se converteu a Jesus Cristo. Ele ouviu as boas novas de uma equipe de missionários, que ofereceram ajuda humanitária para as pessoas do Tibete, após um grande terremoto que atingiu a região.

Joe Handley, presidente da Asian Access explica que esse ex-monge era muito influente, tendo vivido 30 anos como guia espiritual dos praticantes do budismo tibetano, tornando-se um lama.

Mesmo perseguido por ter abandonado a antiga fé ele perseverou e recebeu treinamento, sendo consagrado pastor depois de um tempo. Por causa do seu testemunho, 62 monges também abandonaram Buda por Cristo.

A Asian Acces explica que nos últimos 12 meses, mais de 200.000 pessoas entregaram as vidas a Cristo no Tibete.

Com cerca de 3 milhões de habitantes, o país ficou fechado ao cristianismo durante séculos, por conta de leis que proibiam que estrangeiros pregassem qualquer outra religião que não fosse o budismo tibetano. O líder de facto do país era o Dalai Lama, até que na década de 1950, foi invadida e passou  a fazer parte da China.

Para Handley, esse avivamento ocorre em parte por causa do trabalho dos missionários cristãos que chegaram ao Tibete após o terremoto devastador do ano passado.

“Eles não viram budistas, hindus ou outros grupos religiosos ajudando no meio dos escombros. Mas semana após semana, estavam ali seguidores de Jesus que dedicaram seu tempo e arriscaram suas próprias vidas para servir, dispondo-se a ser as mãos e os pés de Jesus”, assegura.

O desafio da missão agora é ajudar a plantar novas igrejas no país que é 90% budista e possui um outro grande empecilho: sua geografia. O Tibete fica no alto da cordilheira do Himalaia, lar das montanhas mais altas do planeta como o Monte Everest (8 848 m) e o K2 (8 611 m). A temperatura média anual é sempre abaixo de zero e o acesso as aldeias é extremamente difícil.



Fonte: Gospel Prime

2 testemunhas não bíblicas sobre a escuridão ocorrida na crucificação de Jesus


Sumário:
1. Introdução
2. Talo
3. Phlegon

1. Introdução
De acordo com os evangelhos de Marcos (15.33) e Lucas (23.44), chegada a hora sexta, quando Cristo já estava crucificado, houve uma grande escuridão nos céus. Mas será que podemos ter a confirmação histórica deste acontecimento fora dos escritos do Novo Testamento? Vejamos.

2. Talo
Talo foi um historicista samaritano que escreveu em grego koinê, possivelmente entre 50 e 55 d.C. Sabemos isso em função da menção de Julio Africano, Lactantius, Teófilo, Tertuliano, Justino Mártir e Flávio Josefo.

Infelizmente, nenhum dos seus escritos sobreviveu ao tempo. Tudo o que sabemos sobre ele e sua obra provêm de outros escritores (como os já citados).

A partir de Júlio Africano, sabemos que Talo mencionou a escuridão que cobriu a terra durante a crucificação de Cristo. Segundo Africano, Talo teria registrado esse fato como um evento cósmico, observe:

“Talo, no terceiro dos seus livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol (...)” [1]

É interessante notarmos que, ainda que um fenômeno natural tenha sido atribuído como a causa dessa escuridão mencionada por Marcos (15.33) e Lucas (23.44) nos evangelhos canônicos, um dos fatos bem intrigantes da história de Cristo parece ter sido aludida até mesmo por aqueles que se recusavam a acreditar nela.

3. Phlegon
O profº Yamauchi também nos lembra de uma citação interessante feita por Paul Maier sobre esse período de escuridão, em uma nota de rodapé do seu livro sobre Pôncio Pilatos (1968):

“Esse fenômeno, evidentemente, foi visível em Roma, Atenas e outras cidades do mediterrâneo. Segundo Tertuliano (...) foi um evento "cósmico" ou "mundial". Phlegon, um autor grego da Caria, escreveu uma cronologia pouco depois de 137 d.C. em que narra como no quarto ano das Olimpíadas de 202 (ou seja, 33 d.C), houve um grande "eclipse solar", e que "anoiteceu na sexta hora do dia [isto é, ao meio-dia], de tal forma que até as estrelas apareceram no céu. Houve um grande terremoto na Bitínia, e muitas coisas saíram fora de lugar em Nicéia” [2]




REFERÊNCIAS:
[1] MACDOWELL, Josh, Evidências que exigem um veredito, Cadeia, 1992, p.107
[2] STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo, Vida, 2001, p. 86